terça-feira, 5 de julho de 2016

QUANTO COBRAR PELA PEÇA?




Diante de vários questionamentos sobre quanto cobrar pelas peças que tenho ensinado neste blog e nas minhas vídeo aulas, resolvi fazer uma pesquisa sobre os métodos utilizados por vários artesãos para resolver este assunto.

Acredito que o ponto principal seja a valorização do trabalho pelo próprio artesão. Sempre oriento que em caso de dúvidas, o melhor a fazer é pesquisar preços praticados na sua região. Por que?
Cada região tem características próprias. Desde a facilidade ou dificuldade em conseguir o material, até as condições do mercado financeiro para comercializar a peça. Por este motivo, uma peça considerada cara em uma região, pode ser facilmente comercializada em outra. O poder aquisitivo e aspectos culturais são determinantes.
Dependendo da região onde o artesão queira divulgar seu trabalho, ele poderá fazer do artesanato sua fonte de renda principal ou secundária.

Outro ponto muito importante é o respeito entre membros da mesma categoria. De nada adianta um artesão desenvolver seu trabalho e conquistar altos níveis de preços, se outro resolver cativar a clientela praticando baixos preços com uma qualidade similar ou menor.

Na minha opinião, calcular o preço baseando-se apenas no valor do material utilizado é a maneira mais fácil de desvalorizar o trabalho artesanal. O dom de trabalhar com as mãos e criatividade leva a transformação de vários tipos de materiais. Desta forma, um vestido tecido com fio de ouro pode ter o mesmo valor de um vestido tecido com lacres de lata de alumínio. O que importa é a maneira como o artesão transforma o material em arte.

O assunto é bem abrangente e permite que minha pesquisa se alongue. Por hora, estou compartilhando um vídeo que julguei muito interessante e esclarecedor. Nele, a artesã Luciana Ponzo mostra a importância em valorizar a hora de trabalho do artesão. Tenho certeza que vocês vão gostar. Assistam.